EU ME VEJO INDO ATÉ O BOSQUE E DEIXANDO O CARRINHO IR LADEIRA ABAIXO
A Maternidade Em Morra, Amor
DOI:
https://doi.org/10.18223/hiscult.v14i2.5034Resumo
O artigo propõe uma leitura crítica do romance Morra, amor, de Ariana Harwicz, a partir do diálogo com a historiografia e a teoria social sobre a normatização dos corpos femininos. A narrativa, marcada por um fluxo de consciência caótico e sensorial, apresenta uma personagem materna que desafia os modelos tradicionais de maternidade. Com base em Badinter (1985), analisam-se os dispositivos históricos que naturalizaram o papel da mãe como centro moral da família. A obra evidencia uma maternidade vivida com angústia, hostilidade e desejo de ruptura, refletindo os efeitos subjetivos das imposições sociais. A personagem não representa uma anomalia, mas sim o sintoma de um modelo que oprime e silencia. Sua recusa em performar o ideal materno é lida como um gesto de subversão, trazendo a importância de se desnaturalizar a maternidade e escutar experiências que rompem com o mito da mãe ideal.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Flávia Theis Junges, Fabiane Pacheco da Cunha, Janaína dos Santos Puchalski

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os(as) autores(as) são os detentores dos direitos autorais dos artigos encaminhados à Revista História e Cultura e fica autorizado ao periódico a publicação do referido manuscrito. O trabalho permanece licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution CC BY 4.0, a qual permite o compartilhamento do material desde que a autoria seja devidamente atribuída e referenciada.