O NARRADOR E OS MORTOS INSEPULTOS DA DITADURA EM O CORPO INTERMINÁVEL (2019), DE CLÁUDIA LAGE

Autores

  • Júlia de Almeida Prado Unicamp

DOI:

https://doi.org/10.18223/hiscult.v14i2.5021

Resumo

O presente artigo tem como objetivo analisar o romance O Corpo Interminável (2019), de Cláudia Lage, abordando a representação simbólica de traumas individuais e coletivos produzidos pela Ditadura Militar (1964-1985), que persistem até os dias atuais. Partindo de referenciais teóricos como Walter Benjamin, Jeanne Marie Gagnebin e Márcio Seligmann-Silva, observa-se a ficção como parte de um trabalho de luto e elaboração da memória coletiva. A obra é analisada conjuntamente a entrevistas da autora e depoimentos de familiares de vítimas do regime, destacando-se as temáticas do impacto dos desaparecimentos políticos na coletividade, os efeitos do silenciamento imposto e as tensões no presente decorrentes do trauma histórico, abordadas na narração do protagonista.

Downloads

Publicado

2026-01-06