TEORIA SOCIAL CRÍTICA, SERVIÇO SOCIAL E ENVELHECIMENTO
Palavras-chave:
Teoría social crítica. Servicio social. Envejecimiento. Trabajo enajenado. Emancipación.Resumo
O artigo desenvolve uma reflexão epistemológica sobre a intervenção do serviço social, situando-a como um processo sistemático, ético e transformador, que articula saberes teóricos e práticas voltadas à justiça social. Recupera o conceito de crítica desde Kant – entendido como análise das condições de possibilidade do conhecimento – até a sua radicalização por Marx, que desloca o foco do sujeito reflexivo para o sujeito produtivo (o animal laborans), cujo trabalho é simultaneamente produção de objetos, de relações sociais e autoprodução humana. O autor examina as categorias de trabalho enajenado, fetichismo da mercadoria e modo de produção para demonstrar como o capitalismo penetra a subjetividade e condiciona as formas de apropriação material e espiritual da realidade. Contra o positivismo, que trata os fatos como dados isolados e naturaliza a reificação, a teoria crítica estuda processos, totalidades sociais e vincula o conhecimento a um interesse emancipatório. Aplicando essa perspectiva ao envelhecimento, o artigo conclui que a velhice não pode ser reduzida a uma visão biomédica, devendo ser compreendida como fenômeno sócio histórico marcado por desigualdades estruturais, exploração e exclusão. O serviço social crítico, portanto, deve reconhecer a velhice como etapa legítima, diversa e politicamente situada, comprometendo-se com a transformação das condições objetivas que geram vulnerabilidades e com a construção de sociedades mais justas e inclusivas para as pessoas idosas.
Referências
Nota explicativa: En el artículo original, las referencias bibliográficas fueron presentadas en notas a pie de página, conforme la siguiente relación:
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