Serviço Social & Realidade
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<p>O periódico <strong>Serviço Social & Realidade (SS&R)</strong> é uma publicação de fluxo contínuo dedicada à divulgação de pesquisas originais e produções científicas que abordam as múltiplas expressões da questão social. Vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da UNESP (Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”), nosso periódico tem como compromisso:</p> <ol> <li><strong>Amplitude e diversidade </strong></li> </ol> <p>Acolhemos contribuições de pesquisadores(as), profissionais, estudantes de graduação e pós-graduação, tanto do Brasil quanto do exterior, independentemente de sua vinculação institucional. Valorizamos a pluralidade de perspectivas no campo do Serviço Social e áreas correlatas.</p> <ol start="2"> <li><strong>Diversidade de formatos e idiomas </strong></li> </ol> <p>Aceitamos submissões inéditas em diversos formatos:</p> <p> - Artigos científicos</p> <p> - Ensaios teóricos</p> <p> - Relatos de experiência profissional</p> <p> - Resenhas críticas </p> <p>Em quatro idiomas: português, inglês, espanhol, francês e italiano.</p> <ol start="3"> <li><strong>Rigor metodológico </strong></li> </ol> <p>Todos os trabalhos passam por processo de avaliação por pares no sistema <em>double blind review</em> (duplo cego), garantindo:</p> <p> - Isenção editorial</p> <p> - Critérios técnicos transparentes</p> <p> - Excelência acadêmica</p> <p><strong>Informações técnicas</strong>:</p> <p>- eISSN: 2176-0896 (versão online)</p> <p>- ISSN: 1413-4233 (versão impressa)</p> <p>Convidamos a comunidade acadêmica e profissional a participar desse espaço de construção coletiva do conhecimento, onde teoria e prática dialogam para enfrentar os desafios sociais contemporâneos por meio do conhecimento.</p>Ed. UNESP Francapt-BRServiço Social & Realidade1413-4233Os manuscritos aceitos e publicados são de propriedade da revista Serviço Social & Realidade.<br /><br />Os originais deverão ser acompanhados de documentos de transferência de direitos autorais contendo assinatura dos autores.<br /><br />É vedada a submissão integral ou parcial do manuscrito a qualquer outro periódico. A responsabilidade do conteúdo dos artigos é exclusiva dos autores.<br /><br />É vedada a tradução para outro idioma sem a autorização escrita do Editor ouvida a Comissão Editorial.O TRABALHO DE JOVENS NO TRÁFICO DE DROGAS COMO PARTE DO CIRCUITO INFERIOR DA ECONOMIA URBANO-RURAL
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<p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho analisa a inserção do tráfico de drogas nas regiões rurais em processo de urbanização, especialmente na comunidade de Bela Vista, em Boqueirão-PB. Utilizando uma abordagem qualitativa baseada na observação participante e entrevistas com jovens envolvidos na venda de drogas ilícitas, o estudo revela que o tráfico atua como parte dos "circuitos inferiores" da economia urbana, contribuindo para estratégias de sobrevivência em contextos de vulnerabilidade social e econômica. Os relatos mostram que esses jovens frequentemente veem sua atividade no tráfico como uma extensão de suas atividades produtivas, muitas vezes associado às dificuldades de conseguir empregos formais e às pressões familiares. Além disso, o consumo de drogas, facilitado pelo próprio ambiente de trabalho no tráfico, funciona tanto como um meio de gestão do sofrimento quanto como um instrumento para aumentar a produtividade, fortalecendo o ciclo de vulnerabilidade. O estudo evidencia ainda as conexões entre o tráfico, as facções criminosas, e os processos de urbanização, ilustrando como essas práticas econômicas informais estão entrelaçadas com as transformações sociais e territoriais dessas comunidades, desafiando a visão de que esses jovens estão à margem da sociedade.</span></p>Aleff Silva AleixoMaria de Fátima Pereira Alberto
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2026-05-062026-05-0635Fluxo contínuo“RESSOCIALIZAÇÃO”: AS ENGRENAGENS DE UM CONCEITO CHAVE PARA REPRODUÇÃO DAS OPRESSÕES DE RAÇA, CLASSE E GÊNERO DE MULHERES ENCARCERADAS
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<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo problematiza a concepção de “ressocialização” acionada pelo sistema de encarceramento de mulheres no Brasil, considerando os marcadores sociais de gênero, raça e classe em seus percursos de vida. As desigualdades estruturais são analisadas nas perspectivas de reinserção social propostas pelo sistema prisional. O estudo baseia-se em duas fontes bibliográficas: uma Revisão Sistemática de Literatura sobre classe, raça e gênero nos estudos do encarceramento feminino no Brasil e Portugal; e a análise de duas dissertações de mestrado. Os resultados revelam que o conceito de ressocialização não contempla a complexa realidade das mulheres presas, indicando a urgência de políticas públicas que superem intervenções genéricas e rompam o ciclo de apagamento, violências e retirada de direitos, presentes antes, durante e após o cárcere, inviabilizando novas formas de sociabilidade e o direito à reprodução humana e social.</span></p>Ana Beatriz Amorim FerreiraAndréa Mello PontesVitoria Carolina Santos Carvalho
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2026-05-062026-05-0635Fluxo contínuo“SÓ UMA MÃE É QUE SABE”: MATERNIDADE E SOFRIMENTO MENTAL
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<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo da pesquisa é analisar a relação entre maternidade e sofrimento mental. Por meio do materialismo histórico-dialético, possui abordagem qualitativa e mobiliza os procedimentos bibliográficos e de campo. Realizou entrevistas de história de vida com mulheres em dois equipamentos de saúde mental no nordeste brasileiro. O suporte analítico é a Teoria da Reprodução Social, que considera a unidade entre as relações de exploração e opressão no capitalismo. Entre as mulheres-mães, sobretudo as negras, o sofrimento mental e a maternidade se relacionam: no luto pela morte do filho, no aborto, na amamentação, na adoção “à brasileira”, na violência policial contra os filhos, no ser mãe solo, no não desejo de engravidar, na agressividade materna, na maternidade lésbica. O cuidado em saúde mental deve se apropriar das particularidades que afetam as condições de vida dos diversos segmentos sociais.</span></p>Tahiana Meneses Alves
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2026-05-062026-05-0635Fluxo contínuoTEORIA SOCIAL CRÍTICA, SERVIÇO SOCIAL E ENVELHECIMENTO
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<p><span style="font-weight: 400;">O artigo desenvolve uma reflexão epistemológica sobre a intervenção do serviço social, situando-a como um processo sistemático, ético e transformador, que articula saberes teóricos e práticas voltadas à justiça social. Recupera o conceito de crítica desde Kant – entendido como análise das condições de possibilidade do conhecimento – até a sua radicalização por Marx, que desloca o foco do sujeito reflexivo para o sujeito produtivo (o </span><em><span style="font-weight: 400;">animal laborans</span></em><span style="font-weight: 400;">), cujo trabalho é simultaneamente produção de objetos, de relações sociais e autoprodução humana. O autor examina as categorias de trabalho enajenado, fetichismo da mercadoria e modo de produção para demonstrar como o capitalismo penetra a subjetividade e condiciona as formas de apropriação material e espiritual da realidade. Contra o positivismo, que trata os fatos como dados isolados e naturaliza a reificação, a teoria crítica estuda processos, totalidades sociais e vincula o conhecimento a um interesse emancipatório. Aplicando essa perspectiva ao envelhecimento, o artigo conclui que a velhice não pode ser reduzida a uma visão biomédica, devendo ser compreendida como fenômeno sócio histórico marcado por desigualdades estruturais, exploração e exclusão. O serviço social crítico, portanto, deve reconhecer a velhice como etapa legítima, diversa e politicamente situada, comprometendo-se com a transformação das condições objetivas que geram vulnerabilidades e com a construção de sociedades mais justas e inclusivas para as pessoas idosas. </span></p>Jorge Luis Acanda
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2026-05-062026-05-0635Fluxo contínuo